Henri T. Lautrec

Henri T. Lautrec
Suzanne Valadon

quinta-feira, 17 de maio de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

AO LONGO DE MIM


AO LONGO DE MIM

(racunho de poema)

Ao longo de mim, flores
para o festim do eterno.

Para quando soprar o destino,
eu fechar os olhos.

Eu sentir o todo.

Ao longo de mim meu rosto anônimo.

Rascunho das cores de um pintor.

Arco-íris profundo.

Coragem num caleidoscópio  dissonante.

Ao longo de mim estradas.
A cova viva do espetáculo nascente.

Ao longo de mim o rascunho do eu pela luz do Criador.

Ao longo de mim as asas dos anjos.
Sou um títere com equilíbrio interno.

Ao longo de mim
o mistério da sabedoria

Vinte-e-quatro primaveras
e um metro e cinquenta de visão de mundo

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Envelhecimento do dia

"O envelhecimento do dia." Jardim do Déio. Domingo, 25 de março de 2012. São Paulo.



O Envelhecimento do dia


Estou caída como a folha seca do galho.
Voei distante, sem prestar atenção ao destino do chão.
Os galhos alheios me seguram as pontas...
E eu inerte fico a observar o destino costurando
sua teia das passagens dos dias.

Envelheço em tom magenta,
com a vergonha no rosto das falhas humanas.
Com a fragilidade de quem será pó na terra
E com as rugas de preocupação por ser apenas folha
que não traz princípios escritos
ditos, manipulados. Manual de instrução.

Eu gosto de pisar em folhas
e piso em mim com o sadismo de quem não sabe ser
qualquer coisa além de folha.

Quando cair novamente, o fiel destino enfim
assinará Caleidoscópio Nascente.
E as profundezas dos dias irão prosseguir
e eu profundamente fecharei os olhos e sentirei o vento.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PESTILENTO IV

Eis tudo.
De pouco fica nada do vazio que preenche.


There's about life.

esp irro

A arte de viver
viver de arte.

A arte de Rê-
-nascer
-inventar o invencível
Tempo Dê.

 Re-construir
ruínas de flechas vermelhas
em mar aberto do Sol poente.

O gelo
pendurado na pálbebra
oscila pra ponta do corpo, o centro gravitacioNALIZ.