Desfigurado o vestido no chão
vestimos o lençol amassado
Desprendendo os sentidos
nos ouvidos calados. Paixão.
Abstrato o leve gemido
me veste com pele
em abrigo: ternura e carinho
Sentidos, Amor.
"Para não ser um desses escravos martirizados pelo Tempo, embebede-se, embebede-se sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha." C. Baudelaire.
Henri T. Lautrec

Suzanne Valadon
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Situação de Alto Risco
Se você vai mergulhar com Tubarões, estas podem ser umas Recomendações úteis:
1. Preparação: Realizar algum estudo sobre o tipo de tubarão a ser observado, sua conduta e sua quantidade.
2. Seja educado: Lembre-se que você está entrando num mundo que pertence aos tubarões. Deixe que eles o cerquem e em nenhum momento vá atrás deles, pois irão reagir como qualquer animal que se sente ameaçado.
3. Evite olhar diretamente: Os tubarões não gostam de ser encarados de forma direta. Por isso recomenda-se olhar com o rabo dos olhos mas sem perdê-los de vista.
4. Fique quieto: Quando estiver com o tubarão, trate de se transformar em parte inofensiva do terreno. Evite os movimentos bruscos, pois eles podem se assustar e atacar em defesa.
5. Mantenha uma posição horizontal: Os tubarões parecem se assustar mais com a altura do que com a largura, por isso mantenha-se agachado ou flutuando durante os encontros.
6. Não é bom se amontoar: Devido a sua capacidade para ver contrastes, às vezes os tubarões veêm os grupos como um único organismo ameaçador, por isso é melhor estar em grupos pequenos.
7. Não alimente os tubarões: Não utilize carnes pois pode provocar uma concorrência sangrenta pela comida entre vários deles e transformar em segundos uma experiência interessante numa situação de alto risco.
1. Preparação: Realizar algum estudo sobre o tipo de tubarão a ser observado, sua conduta e sua quantidade.
2. Seja educado: Lembre-se que você está entrando num mundo que pertence aos tubarões. Deixe que eles o cerquem e em nenhum momento vá atrás deles, pois irão reagir como qualquer animal que se sente ameaçado.
3. Evite olhar diretamente: Os tubarões não gostam de ser encarados de forma direta. Por isso recomenda-se olhar com o rabo dos olhos mas sem perdê-los de vista.
4. Fique quieto: Quando estiver com o tubarão, trate de se transformar em parte inofensiva do terreno. Evite os movimentos bruscos, pois eles podem se assustar e atacar em defesa.
5. Mantenha uma posição horizontal: Os tubarões parecem se assustar mais com a altura do que com a largura, por isso mantenha-se agachado ou flutuando durante os encontros.
6. Não é bom se amontoar: Devido a sua capacidade para ver contrastes, às vezes os tubarões veêm os grupos como um único organismo ameaçador, por isso é melhor estar em grupos pequenos.
7. Não alimente os tubarões: Não utilize carnes pois pode provocar uma concorrência sangrenta pela comida entre vários deles e transformar em segundos uma experiência interessante numa situação de alto risco.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Pestilento III

Na vertigem, na fuligem, na ousadia de ser, senti a Lua no chão e não havia estrelas para encantar. Quebrei os dentes no pesadelo da fuga cognitiva.
Estive a mirar o medo na incubadora de germes que se tornou minha angústia.
Na verdade, não fazia idéia se cabia mais dedos na mão ou nos pés, e se esta questão era realmente relevante.
As linhas infelizmente entortaram-se na perspectiva e apenas enxerguei o chão devido a curva acentuada da própria espinha dorsal. Senti como se fosse um peixe a respirar a água podre de um rio morto e esquecido por toda população ribeirinha. Havia mais de mim nas águas profundas que fediam? A vingança do Monstro do Lago que mora ao lado da estação de trem é assombrar com merda quando a chuva vem.
Eu assombro meus próprios pesadelos fingindo-me de Cretinice à atmosfera mais feroz e agoniante do seu Ide.
Pestilento III
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Contos
domingo, 20 de junho de 2010
O inexorável elixir da existência
Ao mesmo tempo em que as cruzes fincam-se nas pedras do crepúsculo; no mesmo tempo da interrupção do dia da vida; no momento em que o Ciclo cessa, outro se inicia.
Ao raiar do espetáculo da morte outros estão nascendo. O término completo de qualquer ciclo orgânico jamais finaliza-se. As histórias escritas no presente serão recontadas em tempos pretéritos de lembranças. Os que ouvem levarão-nas para instantes futuros.
Uma história vivida no dia de sua homenagem acena um adeus e um olá, simultaneamente incompreensíveis.
Haja espaço intervalado na máquina do tempo de um só pêndulo. A inércia nos faz cair e viver de uma ponta a outra, na lentidão de cada instante que oscila ansioso e ociosamente.
Ao raiar do espetáculo da morte outros estão nascendo. O término completo de qualquer ciclo orgânico jamais finaliza-se. As histórias escritas no presente serão recontadas em tempos pretéritos de lembranças. Os que ouvem levarão-nas para instantes futuros.
Uma história vivida no dia de sua homenagem acena um adeus e um olá, simultaneamente incompreensíveis.
Haja espaço intervalado na máquina do tempo de um só pêndulo. A inércia nos faz cair e viver de uma ponta a outra, na lentidão de cada instante que oscila ansioso e ociosamente.
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
sem asas
Nos dias em que ao levantar o estômago já está na boca, sem que seja resultado de um porre, há que se preocupar.
De longa data algo lhe incomoda, já tem raízes e uma espécie de cola que gruda qualquer tipo de insatisfação. O grande monstro feito de colagem (de quilos de papéis rabiscados e amassados) preserva-lhe as roupas, rugas e o grande vazio. Havia um ser dentro de você ele já foi embora. Não há mas ninguém. (Seria a ausência de si mesma?)
Livre de consciência, na despreocupação do F.
Talvez seja o desejo apenas de abrir asas, mas ser frágil demais para suportar a grande altura...
De longa data algo lhe incomoda, já tem raízes e uma espécie de cola que gruda qualquer tipo de insatisfação. O grande monstro feito de colagem (de quilos de papéis rabiscados e amassados) preserva-lhe as roupas, rugas e o grande vazio. Havia um ser dentro de você ele já foi embora. Não há mas ninguém. (Seria a ausência de si mesma?)
Livre de consciência, na despreocupação do F.
Talvez seja o desejo apenas de abrir asas, mas ser frágil demais para suportar a grande altura...
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Recado pra mim mesma
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Tentei abrir a porta e janela para ver o Sol nascer.
Olha só
já não tenho mais graça.
Da dança boba
As pernas bambas já não sabem dançar.
Vem me levantar
Que num posso mais.
Da cama não saio.
Da roupa a costura rota tapa
meu corpo rasgado pela vida.
Os retalhos do vestido estão espalhados.
Feche a porta por favor
Das páginas de minha história.
Porque as orelhas são de livros velhos.
Estas daqui já não escutam tão bem
E aquelas já tem a imagem amarelada
E minha cor, desbotada do vestido
deixa a meiguiçe do que fui.
já não tenho mais graça.
Da dança boba
As pernas bambas já não sabem dançar.
Vem me levantar
Que num posso mais.
Da cama não saio.
Da roupa a costura rota tapa
meu corpo rasgado pela vida.
Os retalhos do vestido estão espalhados.
Feche a porta por favor
Das páginas de minha história.
Porque as orelhas são de livros velhos.
Estas daqui já não escutam tão bem
E aquelas já tem a imagem amarelada
E minha cor, desbotada do vestido
deixa a meiguiçe do que fui.
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tentativa
domingo, 11 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
domingo, 7 de março de 2010
O último
Era uma vez a história do último copo de cerveja. Ele disse que seria o último, que seria o último gole, que seria o último gelo da boca, que as pernas
já não aguentariam mais tanto peso do tronco para carregar. Mas a promessa não foi cumprida e o último gole foi substituído pelo próximo gole. Este,
apelidado de o último gole, novamente.
Este famigerado Último gole não era um gole qualquer, não era um desses goles que acha-se barato na esquina,
desses goles que você rouba um beijo passa uma mão aqui, acolá e sua carteira já foi batida e você nem viu... Esse gole não. Esse não. Ele se fez presente.
Ele encostou nos lábios, amorteceu mais a boca, fez dançar as pernas mais uma vez e foi descendo, descendo e então o sujeito que prometia o nome especial
tomou conta que havia realmente encontrado o verdadeiro gole. Em troca da paixão no primeiro gole Lhe foi devolvida uma rajada de gorfo.
Num golpe só, na mesma violência com que uma mulher abatida arranca o próprio pêlo da perna para ficar mais sensual. O sujeito caiu e se tornou emprestável,
possível de ser jogado fora assim como o pêlo. Pois é, no dia seguinte o pelo nasceu de novo e a promessa do último também,
com a forte lembrança martelando na cabeça: "Ai que loira gelada que me dá dor de cabeça!"
já não aguentariam mais tanto peso do tronco para carregar. Mas a promessa não foi cumprida e o último gole foi substituído pelo próximo gole. Este,
apelidado de o último gole, novamente.
Este famigerado Último gole não era um gole qualquer, não era um desses goles que acha-se barato na esquina,
desses goles que você rouba um beijo passa uma mão aqui, acolá e sua carteira já foi batida e você nem viu... Esse gole não. Esse não. Ele se fez presente.
Ele encostou nos lábios, amorteceu mais a boca, fez dançar as pernas mais uma vez e foi descendo, descendo e então o sujeito que prometia o nome especial
tomou conta que havia realmente encontrado o verdadeiro gole. Em troca da paixão no primeiro gole Lhe foi devolvida uma rajada de gorfo.
Num golpe só, na mesma violência com que uma mulher abatida arranca o próprio pêlo da perna para ficar mais sensual. O sujeito caiu e se tornou emprestável,
possível de ser jogado fora assim como o pêlo. Pois é, no dia seguinte o pelo nasceu de novo e a promessa do último também,
com a forte lembrança martelando na cabeça: "Ai que loira gelada que me dá dor de cabeça!"
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