Henri T. Lautrec

Henri T. Lautrec
Suzanne Valadon
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sábado, 17 de outubro de 2015

Bubu, nome que uma veterinária chamada Mônica deu - e que a família "de Carvalho Alves" assumiu de peito aberto

Dia 15 de outubro de 2010 um dos meus melhores amigos sofreu um acidente vascular cerebral. Ele mal consegue levantar e precisa de ajuda para ir ao banheiro.

Dia 22 de janeiro de 2002 foi quando ele foi pra casa. Ele cabia na minha mão. Ganhou o coração da dona Ester e do senhor André, que toparam levar ele pra casa, porque Bubu é uma máquina de beijos. Ele beijava nossa mão e agradecia nosso sorriso e acolhimento. Ele escolheu a gente, tenho certeza.

Conhecemos o Bubu num veterinário na avenida Professor Papini, na região de Interlagos, São Paulo. Ele tomou cálcio via oral, por uns dois meses. Foi o comprimido mais legal que eu já vi, porque eram umas bolinhas, e parecia divertido tomar aquilo. Ele tinha sofrido um acidente... Quebrou uma das patinhas traseiras porque uma moto pegou ele. Encheram ele de pinos (porque pegou uma parte da barriga também) mas foi uma cirurgia muito bacana porque durou todo esse tempo.

O ronco das motos sempre foi o grande medo do Bubu. Ele passou uns bons sete anos se assustando com o barulho... Quando a gente ia passear, chegava a quase pular no meu colo de susto...

Eu lembro de mim e da minha irmã brincando e correndo com ele pela casa. Como as pernas dele logo ficaram boas, a gente ficou um trio terrível. A gente corria pra lá e pra cá e atazanava o coitadinho do (Nico)Lau, nosso outro cachorrinho que se despediu de nós a uns bons anos atrás, em 2004.

O Bubu foi talvez o ser vivo que mais brincou comigo até hoje. Porque tenho 27 anos e ainda brinco com ele quando visito meus pais. A gente brincou uns 12 anos! É bastante.

Eu já confessei vários segredos pra ele; quando eu estava mais triste, ele era um dos poucos que me fazia sorrir. Uma das vezes que eu mais fiquei triste - porque o mundo daqui é muito de cabeça pra baixo - ele sentou do meu lado e me deu - literalmente - o ombro pra eu chorar... Ele ficou tão sentido por eu ameaçar ficar trancafiada no meu quarto com medo da rua que ele chegou a adoecer um pouco. Isso faz uns cinco anos eu acho. - Parei de contar porque faz mal saber quando a tristeza faz aniversário. - O veterinário disse que era o coração de Bubu. Eu acho que era tristeza também... Os cachorros tendem a dividir os sentimentos com os seres humanos...

Seu bumbum era uma hélice quando feliz. Isso sempre agradou a família. Claro que havia os momentos over, em que ele quebrava as telas de proteção das janelas que meu pai construía. Bubu achava um absurdo ficar pra fora de casa enquanto nós quatro saímos de casa.

Um dos dias mais felizes de Bubu foi quando a gente foi pra chácara de Sorocaba e o levou. O mato estava alto porque a gente estava duro pra cuidar de lá e mesmo assim ele corria. Parecia um cão selvagem no seu habitat natural. Nossa casinha sempre foi pequena e ele conseguia correr quando eu levava ele para passear e corria ao lado dele. Eu tinha sempre o receio dos carros de correr na rua... Mas para uma vida 99% urbana, até que a gente se divertiu um bocado.

Acabei de perceber que eu escrevo desde os meus doze anos e é engraçado que todo esse tempo meu amigo esteve presente.

Para um irmãozinho e alguém que a gente ama e cresceu com a gente, essa parte da despedida é realmente muito difícil de lidar. É como se a despedida não fizesse sentido. E pra falar a verdade, realmente não faz.

Eu vi ele crescer, já dormimos juntos, ensinei ele a pegar a bolinha e buscar, a pular, a imitar uma marmota - seja lá o que for uma marmota, ensinamos Bubu a gostar de gatos - E ele curtiu muito a Marilyn (minha linda tigrada que já foi pro céu de gatos), a Piu (que também já foi para o céu dos gatos) e o irmão da Piu, o Pepe - aquele gordo boêmio que ama tanto a companhia do meu pai.

A gente viu a cor caramelo do cãozinho ficar branquinha que nem neve fresca. Os bigodes brancos do Bubu são um charminho... < 3

Talvez amanhã quando eu o vá visitar, ele é capaz de sair procurando o ossinho de plástico que fazia barulho até a 6 anos atrás. O osso está quase podre, mas ele o ama mesmo assim. Não sei onde a gente vai enterrar aquele corpinho que abrigou um espírito tão amado, mas eu deixaria junto aquele pedaço podre de osso de borracha.

Vou contar a história do osso de borracha. Ele fazia parte de uma fantasia de pedrita que minha irmã tinha no primeiro colegial. Ela colocava o ossinho na cabeça e ele combinava com um colar de dentes e pedras falsos e com o vestido túnica de um ombro só estampado de oncinha.

A minha fantasia da época era muito ridícula e eu estava na minha época mais heavy metal possível. Usar uma mini saia e um mini bustiê no alto da adolescência - na escola - pode ser muito terrível. Eu não lembro se fiquei com raiva da fantasia da minha irmã ser bem mais legal que a minha (cheguei ir de pedrita numa festa na minha república durante a faculdade), ou não sei se é porque o ossinho fazia FUINNNNNNNNNNNN, que o Bubu se apaixonou por aquele osso de borracha e naquele dia em diante, depois da festa, a fantasia de pedrita perdeu o ornamento de cabelos. (Na faculdade, eu cheguei a procurar o ossinho, mas tchanã, Bubu escondeu... e eu comprei um ossinho de corinho e amarrei na cabeça; dei esse ossinho depois pro Bubu)

... Quando a veterinária disse que ele iria trocar os dentes, eu quase guardei os dentes de leite dele. Só não guardei porque ele teve uma má formação bucal e os dentinhos não caíram. Talvez isso ocorreu pela administração do cálcio em sua infância, mas sua dentição foi ok por todos esses anos...

Não podíamos descascar cenoura por perto que ele já pedia. Eu não podia comer na cozinha - que dá visão pra sala - que ele deitava olhando bem pra minha cara... Para quem sabe eu não me distraísse com qualquer coisa e o conteúdo do prato pudesse ir direto pra sua pança. Seu apelido era "Saco-sem-fundo".

A gente chamava ele de totoso também, por motivos óbvios. Sua doçura sempre foi exemplar. Nos últimos meses ele não estava escutando direito, mas quando a gente dava bronca ele bem que obedecia.

Quando levei o Thiago pela primeira vez em casa, pedi pro Bubu morder o calcanhar dele se ele não fosse com a cara do Thiago. Não sei se é porque o Thi viu vários capítulos do "encantador de cães" ou se é porque o Bubu gamou no meu namorado, que este não teve o calcanhar mordido, nunca.

Comecei esse texto dia 17/10, à meia-noite e pouco. Agora são 02h. Eu chorei por duas horas seguidas porque é um choque a morte bater à nossa porta. Porém, quando tem amor envolvido, a dona Morte vem acompanhada com a senhora Ternura, a menina Saudade e o senhor Amor, que tem sabedoria infinita. Este senhor me disse que as pessoas e os seres que amo não ficam longe pra sempre. Essa é uma verdade que tranquiliza tanto que vem vai, quanto quem fica.

Bubu, estou na fila... A gente se vê na próxima. Gratidão! Você me faz muito feliz.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Paracetamol

Paracetamole viver.

A gente que vive de comprimido pra viver,
A gente que anestesia dor com a própria dor,
A gente que pinta a pele com hematoma,
A gente que alucina com febre,


Pra gente há remédio.

Tem gente que sangra com corte de amor,
Tem gente que grita com crack à furor,
Tem gente que congela de medo ao abismo de si.
Tem gente que assiste o jornal nacional.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

The love without boredom

Alguém pegou minha câmera em julho de 2012.
Estou de amarelo olhando de ponta cabeça o pôr-do-sol.
Morro do Piripau. Cambuquira. MG.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Estrela cadente

Era uma vez uma estrela decadente, porque não estava no céu.

Era uma vez uma estrela-do-mar que sonhava em atingir as nuvens com seu brilho. Mas ela não tinha brilho, tinha apenas vários micro-pés que a faziam andar pela areia do oceano.

As estrelas cadentes tinham asas e voavam livres, GRANDES, iluminavam os sonhos daqueles que, com sorte, as avistavam. Elas sempre alimentavam esperanças e cada milímetro de azul celeste sempre foi uma passarela: glitter, batons, saltos agulha, sombras Lâncome, pele de cocô Chanel. As estrelas decadentes ralavam muito para conseguir ascender ao vôo.

E a estrela-do-mar ficou ali... olhando o céu e desejando sair do oceano. Admirando todo aquele brilho da tela universal.

Uma ondina, brava com toda aquela lamentação, disse-lhe que mandaria uma onda tão alta como um tsunami para a estrela-do-mar ir para o céu realizar seu desejo. E assim foi feito. Surf celeste. Toda aquela costa foi inundada e a estrela-do-mar virou estrela-do-céu.

Chegou maltrapilha nas nuvens, com uns arranhões de areia na bunda e não brilhava. Ela tinha o passo "moon-walk" com vários mini-pés. Nunca conseguiria atingir a velocidade das modelos-cadentes. A estrela-do-céu continuou devagar. Mas dali de cima viu que a sua casa brilhava: o oceano é realmente lindo visto de cima. E ela se tornou saudosista, caminhando lentamente pelo céu. Tão devagarzinho que conseguia realmente ouvir os pedidos dos pobres que esparramam ao céu seus desejos. Ou você acha que as estrelas cadentes em cima de seus saltos e correndo para se exibir ouvem realmente o que você deseja de coração?

E de vez em quando alguém via a estrela-decadente que andava com seus pezinhos lentamente para alcançar o oceano. E esse alguém de vez em quando confundia com OVNI e soltava teorias conspiratórias, desejando que o mundo acabe no final deste ano. E para cada desejo puro que a estrela-decadente ouvia ela amarrava uma fitinha num dedinho de um dos pés, para quando voltar ao oceano, encaminhar as fitinhas aquela Ondina, porque era ela quem realmente realizava desejos.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

domingo, 6 de novembro de 2011

Um passarinho deu seu último suspiro nas minhas mãos hoje.

Meu gato mordeu-lhe a fronte de manhã e uma curruíra o chamará de volta pro ninho... Meu pai percebeu o ataque do nosso gato Pepe e tirou o pardal da boca dele. O pardal estava sobre guarda da curruíra e passou pros cuidados de meu pai.
Foi ai que ele me chamou e com uma seringa dei semente de linhaça amassada no bico.
O coitadinho ficou ao meu lado no quarto durante cerca de uma hora, quando lhe dava mais comida e ele suspirou fundo, abrindo a asa para voar de novo.
Eu acolhi seu corpo pequeno nos dedos e na palma da mão, aquecendo-o com o algodão e soprando quente pra tentar fazer ele abrir os olhos... E ele abriu, meio que dizendo obrigado e depois ficou imóvel. Sem respirar ele ficou menor ainda do que era.
Abri a porta do quarto com os olhos em prantos e entregando o pequeno nas mãos do meu pai, que foi o coveiro.
Foi o segundo passarinho que acolho tentando salvar. Podem aparecer quantos forem que, até minhas mãos gelarem, elas darão calor e água.

Então, meu pai me contou que na época que ainda não havia ambulâncias do SAMU, ele e umas pessoas que passavam na estrada ajudaram um homem e seu cavalo que foram atropelados por um caminhão. O homem morreu nas mãos de meu pai.
Homem e passarinho talvez suspirem da mesma forma segundos antes de morrer. Suspiros de que quando chega a hora, resta apenas fechar os olhos.
E a gente chora por eles...

domingo, 28 de agosto de 2011

A lei do karma

É possível modificar as leis fluidas naturais do karma com ações não acompanhadas por cobiça, resistência ao Bem maior ou à ilusão material. Sendo fluido, modifica o tempo todo e transforma, metamorfoseia sentimentos e caminhos.

Ode ao perdão

"
Nada me prende
com amarras fixas da mente.
Meus amores me enlaçam
com brancas fitas de cetim.

Festim de dias e noites,
abraços eternos. Ternura sem fim.

Pro lodo, flores de lótus.
Pro enterro de máguas,
cravo e jasmin.
Pra cura, canto de éter
roseiras e alecrim.

Violinos, piano e harpa.
Contra-baixo e viola.
Compassos em saxofone
com harpas, na Quilombola.
Stacatto. Mi.
Sinfonia. Lá.

"

domingo, 23 de janeiro de 2011

Inquietude rastreada

Um dia pensei que não podia mais sonhar e a única meta era caminhar sem destino. Então, passei a caminhar observando os pedregulhos das calçadas. De cabeça baixa, por certo, mas só pra que nenhuma pomba me cagasse na cabeça. Observando tudo e a todos numa espécie de joguete em que eu dava nomes as pessoas, fui me tornando alheia ao que se passava fora da janela dos olhos, mas de algum modo mantinha algo de sensível que me perguntava o que eu faria se fosse algum deles; e me apontava com dedos de pensamento.

Ora, se eu fosse nativa em outra língua, ou se tivesse nascido em Nunavut, ou se não tivesse o sentido da visão desde o nascimento poderia eu ser realmente diferente do que sou? Cadê essa essência que perdura e não me é tocável por nenhum sentido?




terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sim!

Sim, não há de ser não.
Há de ser hoje que meu ontem se desfez
em bolhas de sabão.

Sim. Não lhe digo não.
Amanhã talvez o hoje vai ser melhor
Há de ser no porvir o nascer do Sol.

Hoje o cair já me aquieta
e vou virando as páginas
brancas já escritas.

Quero as tuas ternurinhas,
deixando queto os passarinhos
e sussurrando ao meu ouvido
Garranchos, desenhos, fotografias, músicas...

Nos meus livros de lembrança
a cor azul predomina
E o céu enorme todo dia
te traz um bocadinho pra mim

Um sorriso enorme te dou


=)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

É a pura verdade.

A tentativa lúdica de existir me leva a existência rarefeita e complexa.

(Da série: desengavetar os sentidos)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Barbie peluda me criou

Eu era a princesa loira
eu era a mais bonita
eu era magra e bem-sucecida.

Tinha vestidos,
tinha amigas
tinha carro, casa e namorado.

Mas a boneca de pelúcia de cachorro
era gorda e peluda
e ela ia no circo
e ela tinha duas orelhas
e eu costurei o olho
e ela era travesseiro
e eu mordia
eu girava no chapeleiro maluco
e ela dormia comigo.

A Barbie que eu fui
perdeu o brinco
perdeu a orelha
O cabelo até ficou duro
mas tinha olho tão bonito!

Da Lili eu costurei o olho
guardei no armário.

A Barbie eu dei,
era fria.

O plástico era duro,
mas ela sorria.
A Lili era grande,
era amiga.

Eu sou mais peluda,
por causa da Lili.
Mas se fosse Barbie,
nem parava em pé!

Não tenho carro, nem casa nem Barbie.
Mas ainda tenho a Lili.
E to toda costurada que nem ela.
A Lili foi mais minha Barbie
do que a Barbie foi minha.

Com a Lili eu dava abraços
com a Barbie eu tentava ser quem eu não era.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

risco

Clarice Lispector

"a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena"

terça-feira, 2 de junho de 2009

uma grande piada

O GORDINHO E A MADAME

No meio do trânsito de São Paulo, só pra variar um puta engarrafamento, uma Mercedes com uma madame, de motorista particular, e um fusquinha 72 com um gordinho suando pra caralho com a barba por fazer estão lado a lado.
O gordinho grita, xinga, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a senhora do Mercedes abaixa o vidro e diz:

- "A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!" Shakespeare, em Macbeth.

O gordinho não deixa barato:
- "Vai tomar no cu!" Nelson Rodrigues, em A Vida Como Ela É.

sábado, 18 de abril de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Passagens

passagem 1.

Janela do ônibus - noite
menina de 4 anos
mãe de 26 anos

MENINA (aponta)
- Mãe, olha. Seu sonho ali.

MÃE
- O quê?

MENINA
- Seu sonho. Você não queria um carro preto assim, bonito?

MÃE
- É... queria...

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passagem 2.

Pinheiros. Meia-noite.
estudante, 20 anos
prostituta, 20 anos

Garota demora ao encontrar rua após estar no glamour (sucks) de um festival de cinema.
Ao pisar nas piores calçadas da madrugada, vai de encontro ao olhar de uma garota da mesma idade. A primeira tem medo dos homens e tenta fazer com que se celular faça menos barulho para não chamar atenção, a outra também tem medo dos homens e arruma a mini-saia porque o vento a faz chamar mais atenção.

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passagem 3.

Cachaçaria para classe média
ambiente com jovens e famílias

Uma menininha de 3 anos começa a chorar e gritar. Como é 2 horas da manhã, presume-se que ela tem sono e está exausta. Mas, a besta da mãe liga o lap-top e faz ela escolher um desenho animado para distrair a filha.

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passagem 4.

Casa Verde. Atacadista. Natal.
supermercado lotado

Mulher de grande porte briga com outra e batatas graúdas são arremessadas.

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passagem 5.

Casa do vizinho. Final de novembro de 2008.

Vizinho esquizofrênico não toma remédios e esquece constantemente de trancar o portão de casa. As cadelinhas fogem. Hanne nunca mais voltou e deixa saudades.

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passagem 6.

Cachoeira invadida
Jovens amigos

Um carro com 5 jovens amigos para um carro de um casal de velhinhos para perguntar o paradeiro de uma suposta cachoeira na região.

JOVEM 1 (abaixa o vidro do motorista)
- O senhor sabe onde fica a cachoeira?

SENHOR (apontando)
- Ah, sei. É pra lá ó.

A SENHORA sorri e faz sim com a cabeça

JOVEM
- Obrigado

SENHOR
- Mas eu não acho que vocês devem ir pra lá não viu?!

JOVENS
- Por que?

SENHOR
- A cachoeira tem dono. É fulana de tal (...). E além disso já morreu gente lá. Só estou avisando.

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passagem 7.

lar de jovem casal
esposa dorme
garoto e garota conversam

GAROTO
- Eu te entendo. É como se todos os dias tivessem apenas aquele mesmo céu cinza.

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passagem 8.

sala
mãe e filha trabalhando

FILHA
- Olha ali o beija-flor de novo

MÃE
- Lindo né? Vem todos os dias!

FILHA
- Vou lá tirar uma foto.

E a filha faz um desenho dele, que ficou assim:


























(Da série: desengavetar os sentidos)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

frase bonita

É o primeiro dia do resto de nossas vidas.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Capítulo de oito anos: a vegetariana que vendia carnes

Há sete anos atrás decidiu que não ia mais comer carne vermelha. Nunca havia gostado do sabor e também achava que não iria sentir falta. Começou a achar aves repgnantes quando mortas, pois imaginava nas suas carnes putrefatas , cozidas e suculentas uma galinha pomposa e feliz, cacaerjando e comendo seu milho. Desde então, intitulou-se vegetariana por não comer tais carnes. E ai? Comia peixe e gostava.. claro... herança de família, sabia fazer os bolinhos de bacalhau, sopas e outras cositas mais. Continuava chamando-se vegetariana pra que não ficassem-na questionando: "mas você não come carne por que defende os animais?". Não, é porque não gosto mesmo. No fundo, óbvio que achava um absurdo consumo excessivo de mamíferos. Mas, por pura preguiça, o rótulo "vegetariana".

E num emprego que pegou porque precisava vendeu carne de natal embalada com lacinhos perfumados. Teve gente que comprou mesmo dizendo que era bixo modificado geneticamente, mesmo falando que era bixo demais pra mesa fraca de família. Pois é... 24 de dezembro é uma data meramente comerciável.


(Da série: desengavetando os sentidos)

sábado, 13 de dezembro de 2008