"Para não ser um desses escravos martirizados pelo Tempo, embebede-se, embebede-se sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha." C. Baudelaire.
Henri T. Lautrec
Suzanne Valadon
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domingo, 11 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
domingo, 7 de março de 2010
O último
Era uma vez a história do último copo de cerveja. Ele disse que seria o último, que seria o último gole, que seria o último gelo da boca, que as pernas
já não aguentariam mais tanto peso do tronco para carregar. Mas a promessa não foi cumprida e o último gole foi substituído pelo próximo gole. Este,
apelidado de o último gole, novamente.
Este famigerado Último gole não era um gole qualquer, não era um desses goles que acha-se barato na esquina,
desses goles que você rouba um beijo passa uma mão aqui, acolá e sua carteira já foi batida e você nem viu... Esse gole não. Esse não. Ele se fez presente.
Ele encostou nos lábios, amorteceu mais a boca, fez dançar as pernas mais uma vez e foi descendo, descendo e então o sujeito que prometia o nome especial
tomou conta que havia realmente encontrado o verdadeiro gole. Em troca da paixão no primeiro gole Lhe foi devolvida uma rajada de gorfo.
Num golpe só, na mesma violência com que uma mulher abatida arranca o próprio pêlo da perna para ficar mais sensual. O sujeito caiu e se tornou emprestável,
possível de ser jogado fora assim como o pêlo. Pois é, no dia seguinte o pelo nasceu de novo e a promessa do último também,
com a forte lembrança martelando na cabeça: "Ai que loira gelada que me dá dor de cabeça!"
já não aguentariam mais tanto peso do tronco para carregar. Mas a promessa não foi cumprida e o último gole foi substituído pelo próximo gole. Este,
apelidado de o último gole, novamente.
Este famigerado Último gole não era um gole qualquer, não era um desses goles que acha-se barato na esquina,
desses goles que você rouba um beijo passa uma mão aqui, acolá e sua carteira já foi batida e você nem viu... Esse gole não. Esse não. Ele se fez presente.
Ele encostou nos lábios, amorteceu mais a boca, fez dançar as pernas mais uma vez e foi descendo, descendo e então o sujeito que prometia o nome especial
tomou conta que havia realmente encontrado o verdadeiro gole. Em troca da paixão no primeiro gole Lhe foi devolvida uma rajada de gorfo.
Num golpe só, na mesma violência com que uma mulher abatida arranca o próprio pêlo da perna para ficar mais sensual. O sujeito caiu e se tornou emprestável,
possível de ser jogado fora assim como o pêlo. Pois é, no dia seguinte o pelo nasceu de novo e a promessa do último também,
com a forte lembrança martelando na cabeça: "Ai que loira gelada que me dá dor de cabeça!"
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
sim!
Sim, não há de ser não.
Há de ser hoje que meu ontem se desfez
em bolhas de sabão.
Sim. Não lhe digo não.
Amanhã talvez o hoje vai ser melhor
Há de ser no porvir o nascer do Sol.
Hoje o cair já me aquieta
e vou virando as páginas
brancas já escritas.
Quero as tuas ternurinhas,
deixando queto os passarinhos
e sussurrando ao meu ouvido
Garranchos, desenhos, fotografias, músicas...
Nos meus livros de lembrança
a cor azul predomina
E o céu enorme todo dia
te traz um bocadinho pra mim
Um sorriso enorme te dou
=)
Há de ser hoje que meu ontem se desfez
em bolhas de sabão.
Sim. Não lhe digo não.
Amanhã talvez o hoje vai ser melhor
Há de ser no porvir o nascer do Sol.
Hoje o cair já me aquieta
e vou virando as páginas
brancas já escritas.
Quero as tuas ternurinhas,
deixando queto os passarinhos
e sussurrando ao meu ouvido
Garranchos, desenhos, fotografias, músicas...
Nos meus livros de lembrança
a cor azul predomina
E o céu enorme todo dia
te traz um bocadinho pra mim
Um sorriso enorme te dou
=)
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Trechos significativos
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Ensaio sobre o fim dos tempos
Cada um ensaia o próprio passo para além de onde pode pisar, para que não pise em falso. Claro que ninguém ensaia todos os passos e isso demonstra que às vezes as pernas caminham sozinhas. Intuição ou não isto é um fato. E outro fato é que as madrugadas são mais afetivas à escrita solta.
Mas, incrivelmente o mundo funciona de dia.
Droga, o sono é necessário aos meros mortais que tropeçam em si mesmos.
Mas, incrivelmente o mundo funciona de dia.
Droga, o sono é necessário aos meros mortais que tropeçam em si mesmos.
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