Henri T. Lautrec

Henri T. Lautrec
Suzanne Valadon

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Absinto tequila na garganta

Um galo canta: uma da manhã
e madruga a centelha de outrora.

Sempre alguém escuta
no fundo do vento o rastro
e seu passo desliza.

Sempre alguém permanece à janela
à sombra da rua
movimentando o vazio com os olhos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pra Aurora

Ensaio alegria com chapéu e óculos de sol
Visto salubridade escovando os dentes
O sabor da felicidade é ideia de estar contigo.

Bom dia insônia e o travesseiro de segurar portas.
Bom humor, brisa fria se alastra na espinha da avenida
Bom cobertor do sonho, real na rua,
Salva as almas, perdoa as quinas da vida.
Bela aurora, me guia.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

AO LONGO DE MIM


AO LONGO DE MIM

(racunho de poema)

Ao longo de mim, flores
para o festim do eterno.

Para quando soprar o destino,
eu fechar os olhos.

Eu sentir o todo.

Ao longo de mim meu rosto anônimo.

Rascunho das cores de um pintor.

Arco-íris profundo.

Coragem num caleidoscópio  dissonante.

Ao longo de mim estradas.
A cova viva do espetáculo nascente.

Ao longo de mim o rascunho do eu pela luz do Criador.

Ao longo de mim as asas dos anjos.
Sou um títere com equilíbrio interno.

Ao longo de mim
o mistério da sabedoria

Vinte-e-quatro primaveras
e um metro e cinquenta de visão de mundo

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Envelhecimento do dia

"O envelhecimento do dia." Jardim do Déio. Domingo, 25 de março de 2012. São Paulo.



O Envelhecimento do dia


Estou caída como a folha seca do galho.
Voei distante, sem prestar atenção ao destino do chão.
Os galhos alheios me seguram as pontas...
E eu inerte fico a observar o destino costurando
sua teia das passagens dos dias.

Envelheço em tom magenta,
com a vergonha no rosto das falhas humanas.
Com a fragilidade de quem será pó na terra
E com as rugas de preocupação por ser apenas folha
que não traz princípios escritos
ditos, manipulados. Manual de instrução.

Eu gosto de pisar em folhas
e piso em mim com o sadismo de quem não sabe ser
qualquer coisa além de folha.

Quando cair novamente, o fiel destino enfim
assinará Caleidoscópio Nascente.
E as profundezas dos dias irão prosseguir
e eu profundamente fecharei os olhos e sentirei o vento.